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Google pede consentimento para cruzar dados entre Pesquisa, YouTube e Maps
Tecnologia

Google pede consentimento para cruzar dados entre Pesquisa, YouTube e Maps

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Redação ClickNews
· 23 de May de 2026 · 4 min de leitura · 17 visualizações

Sob pressão do Regulamento dos Mercados Digitais, a tecnológica norte-americana está a enviar nova vaga de lembretes aos utilizadores europeus para escolherem se autorizam a partilha de informação pessoal entre os principais serviços do grupo.

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Sob pressão do Regulamento dos Mercados Digitais, a tecnológica norte-americana está a enviar nova vaga de lembretes aos utilizadores europeus para escolherem se autorizam a partilha de informação pessoal entre os principais serviços do grupo.

A Google está a enviar uma nova vaga de lembretes aos utilizadores europeus a pedir o consentimento para associar serviços como a Pesquisa, o YouTube, o Chrome e o Maps, ao abrigo do artigo 5.º do Regulamento dos Mercados Digitais (DMA).

A notificação, que chega por correio electrónico às contas Google de utilizadores no Espaço Económico Europeu, surge dois anos após a entrada em vigor do DMA e numa altura em que Bruxelas mantém em aberto várias frentes regulatórias contra a empresa-mãe Alphabet. O artigo 5.º, n.º 2, do regulamento exige que as plataformas designadas como "gatekeepers" obtenham consentimento expresso dos utilizadores antes de combinarem dados pessoais entre os seus diferentes serviços.

Os sete serviços abrangidos pelo pedido de consentimento são a Pesquisa, o YouTube, o Google Play, os Serviços de Anúncios, o Chrome, o Google Shopping e o Google Maps. Quando estão associados, a Google reconhece que estes serviços "podem partilhar dados pessoais entre si e com outros serviços Google associados" para personalizar conteúdos e anúncios, melhorar o fornecimento publicitário e desenvolver os produtos da empresa.

"As leis em vigor na UE, incluindo o artigo 5.º, n.º 2, do Regulamento dos Mercados Digitais, exigem que a Google obtenha consentimento para associar os seguintes serviços", lê-se na mensagem enviada aos utilizadores. A empresa garante que, mesmo sem associação, "a maioria das funcionalidades nos serviços que podem ser associados continua a funcionar", ainda que "algumas funcionalidades que envolvem a partilha de dados entre serviços vão estar limitadas ou indisponíveis".

O DMA entrou em vigor a 6 de Março de 2024 e impõe um conjunto de obrigações às chamadas plataformas-gatekeepers — empresas com posição dominante em mercados digitais essenciais. A Alphabet, juntamente com a Apple, a Amazon, a Meta, a Microsoft, a ByteDance e a Booking, está entre as designadas pela Comissão Europeia para cumprir o regulamento.

Christoph Dernbach/AP
Christoph Dernbach/AP

A pressão regulatória sobre a Google tem-se intensificado nos últimos meses. Em Março de 2025, a Comissão Europeia comunicou à empresa conclusões preliminares de que o Google Play e a Pesquisa Google violavam o DMA — o primeiro por impedir os criadores de aplicações de orientarem utilizadores para canais alternativos, e a segunda por privilegiar serviços da própria Alphabet em detrimento de concorrentes. Em Setembro do mesmo ano, Bruxelas aplicou uma coima de 2,95 mil milhões de euros à Google por práticas de auto-preferência na sua tecnologia de publicidade digital, decisão que a empresa decidiu recorrer.

Mais recentemente, a Comissão Europeia abriu, em Janeiro deste ano, dois novos procedimentos para assegurar a conformidade da Google com o regulamento, na área da interoperabilidade e da partilha de dados de pesquisa com motores de busca concorrentes. Em meados de Abril, Bruxelas avançou com conclusões preliminares que obrigariam a Google a partilhar com terceiros dados de "ranking", consultas, cliques e visualizações da sua pesquisa, em condições justas e não-discriminatórias.


Para gerir o consentimento, os utilizadores podem aceder à Conta Google, na secção Dados e Privacidade, e escolher quais os serviços que pretendem manter associados — todos, nenhum ou apenas alguns. As escolhas podem ser revistas em qualquer momento. Para utilizadores na Alemanha, a Google aplica restrições adicionais que impedem a associação de determinados serviços, fruto de decisões anteriores das autoridades alemãs.

Redação ClickNews

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