O Memorial da Escravatura e Tráfico Negreiro de Cacheu (METN) é um espaço aberto à comunidade nacional e internacional, dedicado à preservação da memória, à reflexão crítica, ao diálogo e à reconciliação em torno da prática da escravatura e do tráfico negreiro. Durante cerca de quatro séculos, este sistema desumanizou milhões de pessoas, negando-lhes a dignidade, a liberdade e a condição humana, ao reduzi-las a mercadoria e sujeitá-las às mais degradantes formas de exploração. Criado e gerido pela Acção para o Desenvolvimento (AD), em parceria com instituições nacionais e internacionais, no âmbito de projetos de cooperação internacional cofinanciados pela União Europeia, o Memorial está instalado no conjunto arquitetónico da antiga Casa Gouveia de Cacheu. Este espaço foi cedido à AD pelo Governo Regional de Cacheu para a sua reabilitação e reconversão num centro cultural dedicado à memória e à história da escravatura nas costas da Guiné. A génese do Memorial, remonta a novembro de 2010, aquando da realização do primeiro Festival Quilombola de Cacheu, que reuniu em Cacheu descendentes de pessoas escravizadas levadas das costas da Guiné para o Brasil, num simbólico regresso às terras de origem dos seus antepassados. O impacto humano, cultural e simbólico desse encontro impulsionou a AD, através do seu então diretor executivo, o Eng.º Carlos Schwarz, o nosso saudoso “Pepito”, a lançar, em 2012, a iniciativa de criação do Memorial, envolvendo desde o início, um vasto conjunto de parceiros nacionais e internacionais.
Memorial da Escravatura e Tráfico Negreiro de Cacheu