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Para além dos projetos estruturantes que estiveram na origem do Memorial, Cacheu tem acolhido projetos de investigação e iniciativas científicas nacionais e internacionais, desenvolvidos em parceria com universidades e centros de investigação.

  • A Town of Three Worlds (2021–2022) – Arqueologia – National Geographic
  • Ecologias da Liberdade (2022–2024) – FCT / Universidade de Lisboa
  • Topografias do Tráfico Negreiro ao longo do Rio Cacheu (2021–2024) – FCT
  • TeM.P.orA (2021–2022) – Universidade IULM de Milão
  • Apropriação participativa de memórias fotográficas coloniais (2020–2022)

O Memorial da Escravatura e do Tráfico Negreiro de Cacheu nasceu da implementação de projetos de cooperação internacional voltados à valorização do património histórico e cultural da antiga cidade de Cacheu.

Entre 2013 e 2020, a ONG guineense Acção para o Desenvolvimento (AD) e os seus parceiros implementaram projetos estruturantes, cofinanciados pela União Europeia, que estiveram na origem da criação, reabilitação e dinamização do Memorial.

Nesta secção apresentam-se os principais projetos realizados, que contribuíram para afirmar Cacheu como espaço de memória, investigação, criação cultural e desenvolvimento local.

Cacheu, Caminho de Escravos
2013–2016

O projeto Cacheu, Caminho de Escravos teve como objetivo valorizar a cultura e o património histórico de Cacheu como instrumentos de desenvolvimento económico e social.

Implementado pela Acção para o Desenvolvimento (AD), em parceria com a AIN (Associazione Interpreti Naturalistici ONLUS), e cofinanciado pela União Europeia, o projeto promoveu a formação, a capacitação de atores locais e a valorização das expressões culturais como fatores de identidade, coesão social e geração de rendimento.

O projeto contribuiu para posicionar Cacheu como destino cultural e histórico, reforçando a cultura como setor estratégico para o desenvolvimento sustentável e para a construção de uma memória partilhada.

Cacheu, Caminho de Escravos
2016–20
20

O projeto Cacheu, de si cultura i istoria deu continuidade e aprofundou o trabalho iniciado anteriormente, com foco na conservação do património histórico, na musealização do Memorial e na promoção das indústrias culturais.

Coordenado pela Acção para o Desenvolvimento (AD), em parceria com organizações locais e internacionais, e cofinanciado pela União Europeia, o projeto reforçou a participação comunitária, promoveu eventos culturais e melhorou o acesso da população aos bens e serviços culturais.

Através deste projeto, o Memorial consolidou-se como espaço de memória, investigação, formação e dinamização cultural, com impacto duradouro na economia local e na valorização da identidade histórica de Cacheu.

O projeto “Cacheu, Caminho de Escravos” é uma iniciativa estratégica de valorização do património histórico e cultural da Região de Cacheu, na Guiné-Bissau. Ele visa preservar a memória da escravatura e do tráfico negreiro, promovendo a cultura, o turismo sustentável e o desenvolvimento económico local.

Entidades Responsáveis

Coordenador: AD – Acção para o Desenvolvimento

Co-requerente: AIN – Associazione Interpreti Naturalistici ONLUS

Estas organizações trabalham em conjunto para implementar um projeto de impacto local, nacional e internacional.

Setores de Intervenção

Cultura
Desenvolvimento alternativo não agrícola
Turismo cultural e histórico

Localização e Duração

Local: Região de Cacheu, setores de Cacheu, Calequisse e São Domingos, Guiné-Bissau
Período de implementação: 15 de janeiro de 2013 a 31 de julho de 2016

Financiamento e Custos

Custo total: 577.097 €
Financiadores: União Europeia (projetos 21-03-01 e 21-03-02) e AD – Acção para o Desenvolvimento

Montantes:

União Europeia: 519.387,31 €

AD: 57.709,70 €

Objetivos do Projeto

Objetivo geral:

Promover a cultura, o património histórico e as expressões culturais como motores de desenvolvimento económico, através da formação e capacitação dos intervenientes.

Objetivos específicos:

1. Resgatar, preservar e divulgar a história e cultura de Cacheu.

2. Valorizar a cultura e identidade local como instrumentos de redução da pobreza e criação de riqueza.

3. Potenciar a diversidade cultural e étnica como fator de paz, desenvolvimento e unidade nacional.

Resultados Esperados

R1: Cacheu reconhecido como património cultural regional, integrado numa rede internacional com Senegal, Guiné, Brasil e Cabo Verde.

R2: A cultura na Guiné-Bissau passa a ser vista como um setor económico de potencial estratégico.

R3: Cacheu torna-se um destino turístico cultural e histórico consolidado.

R4: A cultura atua como fator de coesão social, orgulho e autoestima, promovendo alternativas positivas a abordagens militaristas.

Amanhã, 20 setembro 2021, o arqueólogo Rui Gomes Coelho(Durham University/UNIARQ), apresentará o projeto arqueologico de Cacheu, uma iniciativa conjunta do Memorial da Escravatura e do Tráfico Negreiro de Cacheu, da UNIARQ de Lisboa e da Durham University, no quadro do I Congresso Internacional de Arqueologia da África, evento virtual online

Uma importante entrevista ao historiador guineense José Lingna Nafafé sobre o príncipe Ndongo do século XVII, Lourenço da Silva Mendonça, abolicionista no Tribunal Vaticano em Roma. Um trabalho de pesquisa que o historiador levou à frente por vinte anos e que vai contribuir para redefinir o papel dos reis do Ndongo no tráfico Atlântico e na causa abolicionista.

Partilhamos aqui o artigo: “Mulheres africanas nas redes dos agentes da Inquisição de Lisboa: o caso de Crispina Peres, em Cacheu, século XVII”, publicado por Vanicléia Silva Santos na Revista “Politeia”, texto que é uma versão maior da apresentação que a autora realizou em Cacheu no I Simpósio Internacional “Cacheu, caminho de escravos. Histórias e memórias da escravatura e do tráfico na Àfrica ocidental”, Cacheu 19-22 fevereiro 2020

Mais detalhes aqui

Poilão grande cai, poilão grande fica! Fica no conhecimento e na energia que transmitiu a todas as pessoas e todos os jovens que trabalharam com ele. Fica nas ideias e nas ações que, com a generosidade dos grandes, sempre partilhou e alimentou. O Memorial da Escravatura de Cacheu quer homenagear a memória do Prof. Leopoldo Amado, Comissário da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a Educação, Ciência e Cultura, falecido no domingo passado em Dacar. Mas quer homenagear sobretudo o intelectual, o historiador, o amigo que sempre foi disponível nos conselhos e orientações, com que quis participar em 2016 na inauguração do nosso Museu para confirmar o seu apoio e acompanhamento no caminho recém-iniciado, até a organização em fevereiro de 2020 do I Simpósio Internacional de Cacheu sobre histórias e memorias da escravatura na costa de Guiné. As nossas profundas condolências à família enlutada, aos amigos, amigas e colegas todos.

Mais uma entrevista ao Welket Bungué sobre o filme “Cacheu Cuntum”. A partir de Cacheu para Portugal e o resto do mundo, uma visão crítica sobre a relação entre sociedades e sistemas de representação.

Ver o vídeo da entrevista completa

Flora Gomes, Welket Bungué, Sana Na N’Hada, estão manhã em Bissau para a estreia do filme “Cacheu Cuntum” no I Film Meeting de Bissau no Centro Cultural Brasil Guiné-Bissau.

Nesta sexta-feira, 15 de janeiro de 2021, às 11h00 no Centro Cultural Brasil Guiné-Bissau vai abrir o I Bissau Film Meeting. O evento terá um momento importante na antestreia da curta-metragem “Cacheu Cuntum” do premiado realizador Welket Bungué, que conta com a participação especial do nosso Pascoal Gomes, guia cultural do Memorial da Escravatura de Cacheu. Aqui vai o programa do Bissau Film Meeting.

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