Evento Virtual sobre as Histórias e Legados do Comércio Transatlântico e da Escravização de Africanos e Afrodescendentes na Europa e no Caribe.
Hospede do evento é Membro do Parlamento Europeu e Co-presidente do Intergrupo Anti-racismo e Diversidade do Parlamento Europeu (ARDI), Younous Omarjee, da região francesa La Reunion no Oceano Índico:
“Este é o primeiro evento organizado dentro das instituições europeias sobre a história e legados do colonialismo, comércio transatlântico e escravidão para comemorar o dia internacional de 2 de dezembro. É um evento marcante que eu espero se torne uma tradição anual no Parlamento. Este dia de discussões abrirá a União Europeia a uma conversa franca sobre as causas profundas do racismo na Europa e sobre os impactos maciços do comércio transatlântico no mundo de hoje.”
A memória da escravatura é plural, como plurais são os olhares que viram para ela. O novo filme de Welket Bungué “Cacheu Cuntum – retrato de bairros da grande Bissau” retrata o passado esclavagista na Guiné-Bissau. O mais recente projeto do realizador guineense, que mostra a região de Cacheu e o seu passado colonial ligado ao tráfico de escravos, conta com a participação do guia cultural e responsável local do Memorial de Cacheu, Pascoal Gomes.
“Estive na Guiné-Bissau entre maio e junho de 2019 e fui filmando com o telemóvel os diversos lugares por onde passei. E isso resultou numa coletânea de imagens dispersas, de alguma maneira”, conta Bungué. “E a minha ida a Cacheu foi fundamental porque ao mesmo tempo que eu filmei as paisagens e também gravei um encontro que tive com o guia do Memorial para a Escravatura e Tráfico Negreiro.” Bungué fez-se acompanhar do guia guineense, Pascoal Gomes, e um ano depois decidiu produzir este filme documentário, que, além de mostrar os bairros populares da Guiné-Bissau, recupera uma parte da história colonial.
Esta noite estaremos numa discussão sobre arqueologia em África, junto com colegas de Portugal e do Brasil. Todos podem participar através do canal YouTube do grupo de pesquisa “África do século XX”
Aqui o link para rever a palestra online
A arqueóloga Sara Simões acaba de conseguir o apoio da Society for Post-Medieval Archaeology para realizar estudos sobre a região de Cacheu. Ela irá juntar-se a Rui Gomes Coelho nas pesquisas arqueológicas atualmente em curso, que são promovidas no contexto de parceria entre o Memorial da Escravatura, o Centro de História e a UNIARQ-Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, Portugal.
Apenas uma semana se passou do encerramento em Cacheu do I Simpósio Internacional “Cacheu caminho de Escravos, Histórias e memórias da escravatura e do tráfico na África ocidental”, mas parece muito mais. Muitos foram, de facto, os acontecimentos destes últimos dias que agudizaram a crise político-institucional da Guiné-Bissau nesta fase pós-eleitoral.
O Memorial da Escravatura de Cacheu partilha a preocupação da sociedade civil guineense para a garantia do Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos e políticos de todos os cidadãos, conforme os preceitos constitucionais. O Memorial da Escravatura estuda e analisa o passado da Guiné-Bissau para se propor no presente como espaço de memória e de diálogo para construção de uma sociedade futura mais justa, livre e democrática. Com estes propósitos, partilhamos as imagens do I Simpósio de Cacheu sobre escravatura que decorreu entre os dias 19 e 22 de fevereiro de 2020, que desses princípios foi manifestação e actuação concreta.
Agora! Seminário de formação sobre história da escravatura e do tráfico na grande Senegâmbia para os coordenadores regionais e professores de história do Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação (INDE) de Bissau, ditado pelo Professor José da Silva Horta e a Prof.ra Maria Manuel Torrão do Centro de História da Universidade de Lisboa. Iniciativa realizada no quadro dos acordos do Memorial da Escravatura e do tráfico negreiro de Cacheu com o INDE e o Centro de História da FLUL de Lisboa para introdução da história da escravatura e do tráfico nas escolas de Guiné-Bissau.
Conferência de imprensa esta manhã em Bissau, na sede da Escola de Jornalismo de Quelelé, para a apresentação do I Simpósio Internacional “Cacheu caminho de escravos. Historiás e memórias da escravatura e do tráfico na África ocidental”. Cacheu, 19-22 de fevereiro de 2020.
Nos dias 19-22 de fevereiro de 2020, a cidade de Cacheu hospedará o I Simpósio Internacional “Cacheu caminho de escravos. Histórias e memórias da escravatura e do tráfico na África Ocidental”, contando com a participação de investigadores procedentes de África, Europa e América. Confirmadas presenças de Claudio Arbore, Alice Bellagamba, Rina Caceres, Carlos Cardoso, Rui Gomes Coelho, Eloi Coly, Cornelia Giesing, José da Silva Horta, Paul Lovejoy, Filipe Malacco, Peter Mark, Thiago Mota, Abderrahmane Ngaide, Sonia Santos, Vanicléia Silva Santos, Odete Semedo, Maria João Soares.
A cerimónia de abertura terá lugar no dia 19 de fevereiro de 2020, quarta-feira, pelas 15h30 e contará com a presença de autoridades nacionais e internacionais e implementadores de projeto. A programação inclui performances de artistas nacionais e de grupos culturais tradicionais da confederação de Grupos de Mandjuandades de Cacheu.
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Terminou esta semana a primeira fase da missão de arqueologia histórica sobre a escravatura em Cacheu. Esta missão tem como objetivo principal resgatar a história das pessoas que foram escravizadas e reduzidas às mais degradantes condições para serem vendidas como mercadoria na praça de Cacheu.
Uma história silenciada que a pesquisa arqueológica pode permitir reconstruir através do estudo dos espaços onde elas eram concentradas e viviam temporariamente antes da grande travessia do Atlântico. A iniciativa enquadra-se na parceria entre o Memorial da Escravatura de Cacheu, gerido pela ong AD e seus parceiros, o Centro de História e o Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa – UNIARQ, com a colaboração do Joukowsky Institute for Archaeology and Ancient World da Brown University, no âmbito do projeto “Cacheu, de si cultura i istoria”, financiado pela União Europeia. Foram realizados entrevistas, encontros comunitários e seminários, prospeção arqueológica superficial e foi iniciada a catalogação da coleção de objetos conservados no Museu do Memorial. Em outubro de 2020 entraremos na segunda fase da missão onde serão feitas escavações arqueológicas para continuar a investigar a história da antiga cidade de Cacheu. #Cacheu #arqueologia #archeology #MemorialdeCacheu #AcçãoparaoDesenvolvimento #UNIARQ #BrownUniversity#escravatura #slavery #GuinéBissau #GuineaBissau