Terminou esta semana a primeira fase da missão de arqueologia histórica sobre a escravatura em Cacheu. Esta missão tem como objetivo principal resgatar a história das pessoas que foram escravizadas e reduzidas às mais degradantes condições para serem vendidas como mercadoria na praça de Cacheu. Uma história silenciada que a pesquisa arqueológica pode permitir reconstruir através do estudo dos espaços onde elas eram concentradas e viviam temporariamente antes da grande travessia do Atlântico. A iniciativa enquadra-se na parceria entre o Memorial da Escravatura de Cacheu, gerido pela ong AD e seus parceiros, o Centro de História e o Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa – UNIARQ, com a colaboração do Joukowsky Institute for Archaeology and Ancient World da Brown University, no âmbito do projeto “Cacheu, de si cultura i istoria”, financiado pela União Europeia. Foram realizados entrevistas, encontros comunitários e seminários, prospeção arqueológica superficial e foi iniciada a catalogação da coleção de objetos conservados no Museu do Memorial. Em outubro de 2020 entraremos na segunda fase da missão onde serão feitas escavações arqueológicas para continuar a investigar a história da antiga cidade de Cacheu.




Devido a situação política vigente no país agravada com a campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 24 de Novembro de 2019, a Secretaria de Estado de Cultura e a Direcção da AD decidiram suspender a realização do VIII Festival Cultural de Cacaheu “ Caminho de Escravos” que estava previsto para os dias 29 e 30 deste mês, através de um comuniado conjunto.